HEMEROTECA DIGITAL

 

 

RECURSOS INFORMATIVOS | Estudos Internos

 

BIOGRAFIAS
 

Álvaro Pinto
 

"Nasceu a 29 de Novembro de 1889, em Barca de Alva, freguesia da raia, localizada na margem esquerda do Douro, parte integrante do concelho de Figueira de Castelo Rodrigo, no distrito da Guarda. Iniciou estudos em Bragança, de onde seguiu para o Porto, por volta de 1902 (teria então 13 anos de idade), para frequentar o Liceu Central e, posteriormente, a Escola Politécnica. Matriculou-se ainda na Escola Médica que acabou por abandonar, ao fim do 1.º ano, para se dedicar integralmente à imprensa, como jornalista, mas também como editor e dinamizador cultural, actividades que desempenhou com reconhecido mérito." Leia o estudo de Rita Correia (HML) sobre este autor.


 

Fialho de Almeida
 

"Foi uma figura no seu tempo. A originalidade que irradiava vinha-lhe do berço, ainda que a fosse cultivando ao longo da vida. Pessoalmente, descrevem-no como um homem pequeno, tímido, inseguro e de temperamento instável. Retrato que nada condiz com a sua imagem pública, que combina a extravagância no vestir, a frequência dos círculos intelectuais e boémios de Lisboa, e uma postura provocante, acintosa mesmo, com tradução na mordacidade, que temperava quase tudo o que escrevia. Não media a acutilância das palavras, que manejava com rasgos de génio. E não poupava ninguém, fosse instituição, personalidade, partido ou grupo social." Leia o estudo de Rita Correia (HML) sobre este autor.

 

Stuart de Carvalhais
 

"Stuart Carvalhais faleceu há 50 anos. Lisboa deve-lhe uma galeria de retratos infindável. Perfazem uma rapsódia desenhada da vida da cidade. Registos ocasionais do pulsar quotidiano dos que nela residem ou pormenores do seu recorte intricado e ondulante. Ele usava os lápis e pincéis como um fotógrafo faz uso da câmara. O seu traço denuncia a rapidez ansiosa com que reproduziu no papel o instante captado, carregado com a emoção eruptiva que o surpreendeu." Leia o estudo de Rita Correia (HML) sobre este autor.

 

Tomás Júlio Leal da Câmara
 

"Nasceu em Pangim, Nova Goa, a 30 de Novembro de 1876, filho de um oficial do exército, Eduardo Inácio da Câmara, e de Emília Augusta Leal. Em 1880, terminado o serviço que o pai prestava, como oficial, na Índia Portuguesa, a família regressou à capital da metrópole, Lisboa, onde o jovem Leal da Câmara iniciará os primeiros estudos num colégio. (...) após o falecimento do pai em Timor, em 1895, Leal da Câmara desenvolve um percurso artístico que o desperta para a causa republicana, pela qual se baterá com a arma do humor gráfico inteligente e impiedoso, mesmo perante instituições ou personagens que se tinham por intocáveis. Numa primeira fase, foi sobretudo colaborador de periódicos, como o Inferno. Jornal de Arte e de Letras (Lisboa, 1896), o suplemento literário d’A Nação (Lisboa, 1847-1928), a revista Branco e Negro (Lisboa, 1896-98), o D. Quixote. Jornal quinzenal (Lisboa, 1896), do qual chegou a assumir a direcção artística, e Os Ridículos (Lisboa, 1894-1984)." Leia o verbete de Rita Correia (HML) dedicado a este mestre da sátira.


Alexandre Herculano
 

"Eleito deputado pelo partido Cartista, fez parte da «comissão de instrução pública», no quadro da qual desenvolveu um trabalho relevante, mas acabou por ser afastado e abandonou o Parlamento. Retoma então o seu cargo de redactor principal d’ O Panorama e dedica-se à redacção e publicação de obras como: Cartas sobre a História de Portugal (1842); Apontamentos para a História dos Bens da Coroa e Forais (1843-44), O Bobo (1843), Eurico o Presbítero e O Pároco da Aldeia (1844), e o primeiro volume da sua História de Portugal (1846), entre outras. Mas a política centralizadora e repressiva desenvolvida durante os governos de Costa Cabral (1842-46 e 1849-51), que repudiava veemente, por um lado, e a reacção clerical à negação do milagre de Ourique sustentada na sua obra historiográfica maior, por outro, despertou nele o polemista e aproximou-o da oposição. Terá mesmo sido em sua casa que se congeminou o golpe que, apoiado por cartistas (adversos a Costa Cabral) e setembristas moderados, e encabeçado pelo marechal Saldanha, pôs fim ao cabralismo e marcou o início da Regeneração (1851)." Para ler o verbete escrito por Rita Correia (HML) clique aqui.


Eduardo de Noronha

"Para quem procura descobrir na imprensa e nos livros quem foi Eduardo de Noronha, o primeiro traço do seu perfil a definir-se é o do ecletismo: possuía tantos e variados interesses. Mas quem com ele partilhou os dias, como o jornalista Acúrsio Pereira, enaltece-lhe o 'Saber Esperar', enquanto 'divisa que traduz confiança serena em si próprio, confiança no futuro'. Gaba-lhe a versatilidade revelada em África, naqueles tempos em que os homens «tinham de desdobrar-se, de multiplicar-se'. E recorda-o, novamente em solo pátrio, atravessando o Chiado, 'com o seu chapéu alto, o seu fraque irrepreensível, a sua gravata clara, o seu triunfal cravo na lapela, o seu sorriso de simpatia, a sua palavra acolhedora, e uma perna claudicante por malfeitoria de uma bala.'" Leia o verbete biográfico escrito por Rita Correia (HML). 


Jorge Barradas

"Jorge Barradas, o 'Barradinhas' como era conhecido pelos amigos, nasceu em Lisboa, em 1894, e viria a falecer em 1971. Frequentou a Escola de Belas-Artes, a partir de 1911, mas não concluiu o curso. Durante muitos anos e até 1924 dedicou-se praticamente só à ilustração, ao desenho humorístico e à publicidade. Colaborou durante este período em vários jornais e revistas, com destaque para o ABC, Ilustração, Diário de Lisboa, Contemporânea, Ilustração Portuguesa, O Século Cómico, Atlântida, Magazine Bertrand, O Domingo Ilustrado, Acção, Papagaio Real, Sempre Fixe (...) Participou, desta forma, numa tentativa de renovação gráfica protagonizada por uma geração, inspirada no estrangeiro, e que atravessa a imprensa periódica e a publicidade portuguesa nos anos 20." Leia o texto integral Jorge Barradas, o “artista da mulher", de Álvaro Costa de Matos (HML).

Emmérico Nunes

"Emmérico Nunes nasceu em Lisboa, a 6 de Janeiro de 1888, e viria a falecer em Sines, no ano de 1968. Notabilizou-se sobretudo como desenhador humorístico, caricaturista e ilustrador, com obra vastíssima, em jornais, revistas, magazines e publicações infantis, nacionais e estrangeiros. Foi um dos pioneiros do desenho humorístico e da banda desenhada em Portugal, detentor de um traço “firme, minucioso, sarcástico, com uma agudeza de causar vertigens”, onde são notórias as influências, ainda que leves, de Sem ou de Bruno Paul, mas também da caricatura alemã. Foi um dos caricaturistas portugueses que maior fama europeia alcançou, fruto dos trabalhos publicados em prestigiadas revistas humorísticas espanholas, alemãs e suíças. Foi ainda pintor." Saiba mais lendo o texto de Álvaro Costa de Matos
(HML), Emmérico Nunes, um Simplicissimus Modernista.
 

Trindade Coelho – Apontamento biográfico
 

"Trindade Coelho é natural de Mogadouro, concelho localizado no Nordeste, nas famosas terras Mirandesas encaixadas entre o vale do Douro e a bacia do Sabor. (...) Certo é que a febre da escrita cresce na mesma medida que os quilómetros que o afastam de Mogadouro. Em 1880, já na Universidade de Coimbra, onde cursou Direito, colaborou em vários jornais como, o Progressista (1882), Coimbra em fralda (1883), o Imparcial de Coimbra (1884), onde assinava com o pseudónimo 'Belisário'; e fundou, outros como, A Porta Férrea (1881), que se tornou muito popular entre a academia, e a revista Panorama Contemporâneo (1883). Simultaneamente, escrevia crónicas para vários jornais de província, como Beira e Douro (Lamego, 1882), O Andaluz (Porto, 1884) e para o Diário Ilustrado, de Lisboa. Tanta actividade, associada, ao que consta, com alguma boémia, acabaria por redundar num 'chumbo' logo no primeiro ano. Mas, 1885, conclui o curso, já casado e com um descendente. Dedica-se à advocacia, mas a vida não lhe corre de feição". Pode ler aqui o texto integral de Rita Correia (HML).


D. João da Câmara (1852-1908): «um poeta fidalgo»

"Os amigos mais próximos tinham-no como uma «creatura philosophica e mysteriosa», exprimindo assim a surpresa ou a incompreensão que lhe causava a personalidade e as opções de vida de João Gonçalves Zarco da Câmara." Empregou-se então nos caminhos-de-ferro, aos quais ficará para sempre ligado. (...) Mas a sua predilecção pelas letras há muito que o levavam a percorrer, em paralelo, outros carris. E foi pelo teatro que iniciou a viagem, era ainda estudante no Colégio de Campolide: em 1873, redigiu os dramas, O Diabo e Nobreza; o monólogo em prosa e verso, Charadas e charadistas; e em 1874, por altura do Entrudo, aventurou-se na comédia, com Bernarda no Olympo. Dois anos depois, a 19 de Dezembro de 1876, estreava-se como autor no Teatro D. Maria com a comédia Ao pé do fogão." Descubra mais sobre este "poeta fidalgo" lendo o texto de Rita Correia (HML).

 

Júlio Eduardo dos Santos

"Nasceu em Lisboa, a 20 de Novembro de 1889 e terá falecido na década de 60 do século XX: uma das últimas referências que encontrámos sobre este engenheiro-agrónomo reporta-o como organizador do catálogo da Exposição Bibliográfica de Afonso Lopes Vieira, falecido em 1947. Na obra que Júlio Eduardo dos Santos deixou encontramos os mesmos sinais do seu perfil ecléctico e humanista." Leia aqui o texto de Rita Correia (HML).
 

José Agostinho de Macedo


”A ambiguidade e o arrojo são talvez a marca dominante da vida e da obra de José Agostinho de Macedo, nascido em Beja, em Setembro de 1761. Iniciou a sua carreira como frade da Ordem dos Gracianos (1778), de onde foi expulso (1792) - após quatro sentenças que lhe imputam crimes de apostasia, de furto, de fuga com arrombamento e outros delitos graves -, e terminou-a como “mercenário da palavra”, um autêntico líder de opinião ao serviço da Igreja. JAM é um dos últimos redutos ideológicos das doutrinas absolutistas.” Delicie-se lendo o texto de Rita Correia (HML) aqui.
 

António Rodrigues Sampaio
 

Leia aqui uma breve biografia de António Rodrigues Sampaio (1806-1882), da autoria de Rita Correia (HML). Assinalando o bicentenário do nascimento de uma das mais destacadas figuras do liberalismo português, a Hemeroteca Municipal de Lisboa está a desenvolver diversas actividades culturais nos próximos meses.

 

Jorge Borges de Macedo

"Jorge Borges de Macedo nasceu em Lisboa a 3 de Março de 1921. Seu pai, José de Macedo, foi secretário-geral do Partido Republicano Radical e um defensor da solução federalista com as colónias, nomeadamente com Angola . Macedo licenciou-se em 1944 na Faculdade de Letras de Lisboa em Ciências Histórico-Filosóficas com a tese A Situação Económica no Tempo de Pombal - Alguns Aspectos, estudo que, depois de publicado, em 1951, “passou imediatamente a constituir uma obra de referência sobre o governo e o tempo do Marquês de Pombal”. Leia aqui o texto integral da autoria de Álvaro Costa de Matos (HML).

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