JOÃO NINGUÉM,
SOLDADO DA GRANDE GUERRA: IMPRESSÕES HUMORÍSTICAS DO C.E.P.
[1921] |
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Em 22 de Julho de 1916 concretizou-se o milagre de Tancos. Em tempo record, o ministro da Guerra, Norton de Matos, reúne, organiza e prepara um contingente de 30 000 homens para a participação de Portugal na Primeira Grande Guerra. Em Janeiro do ano seguinte dá-se início ao embarque das tropas. Após a derrota na batalha de La Lys, em 9 de Abril de 1918, esta foi para muitos uma viagem sem regresso. "Que nome poderei eu dar aos simpáticos soldadinhos, àqueles trigueiraços que das oito províncias de Portugal acorreram de mochila às costas, sem faltar ao embarque para honra dos seus batalhões? Nem «serrano», nem «lanzudo», nem «gambúzio», nem «folgadinho». Baptizá-lo hei, muito simplesmente, com o nome de «João Ninguem», incarnando assim, nesta modesta alcunha, aquele português que nas horas difíceis tudo faz para maior glória da Pátria e a quem muitos esqueceram, chegada a hora dos benefícios e compensações." É desta forma que o capitão Menezes Ferreira (1889-1936), autor dos textos e desenhos que disponibilizamos aqui, nos introduz o protagonista desta história. Mais do que a coragem e a bravura, este autêntico diário da presença portuguesa na Guerra retrata, de uma forma bem humorada, a ingenuidade e a impreparação destes conterrâneos arrancados bruscamente à pacatez da vida civil, a falta de recursos, a fome, o frio, o cansaço, mas também o confronto com outras culturas europeias presentes na Flandres. O exemplar pertence à colecção de Emílio Ricon Peres, a quem agradecemos a possibilidade de realização desta cópia digital. |
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Mostra documental e
patrimonial Data: 5 de Julho a 31
de Agosto
Mostra
BIBLIOGRÁFICA
Stuart Carvalhais: alfacinha |
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