Por definição biblioteconómica, os jornais são publicações que se editam em fascículos sucessivos numerados sequencialmente, e cuja edição continua indefinidamente. Indefinidamente, mas não eternamente. O fim de um jornal pode acontecer ao fim de décadas, anos, meses, ou mesmo algumas semanas de atividade.

Sabemos, à partida, que os jornais podem conhecer vários “tipos” de fim, uns determinados por fatores internos ao próprio periódico, outros decorrentes da conjugação de fatores externos, ou seja, da mudança do contexto ou realidade em que operavam. Entre as vicissitudes de sempre, a questão da viabilidade económica assume-se como preponderante, tendo em conta que a segunda metade do século XIX trouxe para o universo da imprensa escrita uma lógica de gestão empresarial.

Na atualidade, os jornais sofrem o impacto das novas formas de circulação da informação, em grande medida potenciadas pelo novo paradigma digital. De acordo com os valores apresentados pela PORDATA para 2017, publicavam-se em Portugal 411 jornais (eram 763 em 2000), 169 dos quais mantendo já em simultâneo edição eletrónica. Em termos de circulação total, contabilizou pouco mais de 167 milhões de exemplares, o que se traduz numa quebra de quase 50% em relação aos quase 330 milhões registados no início da década.

Em todos os casos, o fim de um periódico é, por natureza, um momento de despedida, e por isso mesmo reveste-se de algum dramatismo. No projeto Última Edição, que desenvolveremos ao longo de 2019, ao ritmo de uma edição por mês, propomo-nos recordar o fim de 12 jornais, já sob o regime democrático, a partir da análise de conteúdo do seu último número.


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FICHA TÉCNICA

Última edição | Coordenação do projeto: João Carlos Oliveira | Investigação e Textos: Rita Correia | Digitalização e tratamento de imagem: Serviço de Digitalização e Imagem da Hemeroteca Municipal de Lisboa | Conceito e webdesign: João Carlos Oliveira


       


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